Fiocruz inaugura Centro de Clima e Saúde em Rondônia e posiciona o estado como referência nacional em pesquisas sobre mudanças climáticas

Novo espaço prevê estudos sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde da população amazônica e fortalecimento do Sistema Único de Saúde.

No último dia 16 de dezembro de 2025, a Fiocruz lançou na capital de Rondônia, Porto Velho, o Centro de Clima e Saúde (CCSRO) levando a inauguração da nova sede da renomada instituição no estado.

O novo centro prevê estudos sobre o impacto das mudanças climáticas na saúde da população e meio ambiente. Considerados um dos pontos de discussão da COP30, o novo centro de pesquisa terá a missão de desenvolver estudos que aprimorem a compreensão da relação entre saúde, emergências climáticas e as dinâmicas socioambientais da região, levando-o a se tornar um polo de estudos de excelência e referência na área.

A nova estrutura de pesquisa, custou aproximadamente R$ 59 milhões entre a compra da sede e suas adequações visa fortalecer a atuação da FIOCRUZ que há mais de 16 anos contribui com a formação de centenas (cerca de 400) de mestres e doutores em pesquisas pioneiras na Amazônia, além do desenvolvimento de tecnologias que fortalecem o SUS.

A solenidade de inauguração contou com a presença do ministro da saúde, Alexandre Padilha, que enfatizou a importância estratégica desta iniciativa para o governo federal. O objetivo da participação do ministro consistiu em acompanhar de perto o importante ponto de inovação em pesquisas para a saúde pública. Na entrevista ao G1 o mesmo afirmou que “Rondônia foi escolhida, primeiro porque, tem-se esse potencial a partir do surgimento do CEMETRON e a forte atuação da UNIR, portanto, aqui foi instalado o primeiro centro e saúde do SUS como um todo”

O centro ainda irá atuar como referência em vigilância sanitária e na busca de soluções aos agravos de saúde causadas pelo desmatamento e também pelas mudanças climáticas.

Os pesquisadores envolvidos na criação do novo centro, buscam estabelecer um modelo de gestão baseado na adesão e participação ativa das comunidades acadêmicas e científicas locais, incluindo os que atuam nas instituições parceiras da FIOCRUZ na região amazônica. E também estão previstos acordos de cooperação institucional nacionais e internacionais.

Em entrevista ao G1 a pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz, Deusilene Vieira, “vai fazer uma diferença muito grande para o estado, porque aqui vai compilar muitas informações, indicadores, que irá favorecer o conhecimento da correlação entre processos patológicos e fatores ambientais.” afirmou a mesma.

O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, afirmou na inauguração que a nova sede representa um marco importante para a saúde pública e para o fortalecimento da ciência e tecnologia no estado de Rondônia.

Ao atuar na capacitação de profissionais de saúde, na assitência e prestação de serviços,a Fiocruz Rondônia, ainda amplia o acesso à saúde de populações vulneráveis (em especial, comunidades ribeirinhas, indígenas e também da zona rural), contribuindo para a redução das desigualdades sociais.

Do processo de Funcionamento

O processo de mudança para a nova sede dar-se à por etapas. Onde a primeira fase será de mobilização por meio da inauguração do novo centro e dos espaços destinados às áreas de Gestão e Ensino.

Em seguida, serão ocupados os blocos onde funcionarão as áreas de Pesquisa, Ambulatório de Hepatites Virais, Biotério e demais setores, acompanhadas da migração do Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem) para o novo campus, encerrando assim, o processo de mudança.

Do processo de aquisição

O novo prédio foi comprado pelo Ministério da Saúde (MS) por R$ 42 milhões. Para as adequações, houve um investimento de aproximadamente R$16 milhões e, infraestrutura e de R$1,5 milhões em equipamentos.

Por fim, com o início da nova sede, a Fiocruz Rondônia reforça a sua missão de gerar, difundir e induzir soluções científicas e tecnológicas em patologias negligenciadas e se consolida como instituição de referência na produção de conhecimentos na área da saúde. Também destaca, como um de seus pilares, a formação de profissionais mais preparados e voltados à compreensão dos desafios sanitários regionais.

Por redação do Ciência & Saúde Mais

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